Capítulo 7
Pata de Vinha se obrigou a sentar no chão e observar o ninho dos Duas Pernas. Estrela de Fogo o tinha liberado das tarefas, afinal ele já havia terminado todas elas. Agora iria visitar Princesa, irmã do líder, que ele acreditava ser sua mãe.
Respirando fundo, Pata de Vinha se obrigou a andar em direção ao ninho. Ele fitou a portinha por onde a gata saíra da última vez que a vira. Ele pulou em um galho com folhas e chamou pela gata, e então esperou.
Ele viu a gata sair do ninho, e ao vê-lo ela se surpreendeu, e Pata de Vinha percebia isso pelos pelos levemente arrepiados e crespos da gata ao se aproximar. O aprendiz pulou na grama bem tratada do jardim dos Duas Pernas.
Mas só agora ele percebera que não havia pensado no quer dizer a gata. Nervoso, tentou não encarar os olhos verdes brilhantes da gata, parecidos com os seus.
- Bem é... é que.... - o gato não conseguia pensar no que falar, nem como parecer, e ele começou a lamber a pata direita pra tentar disfarçar seu nervosismo. A gata prestava atenção em cada detalhe, e mesmo sem olhar diretamente a gata, percebeu que ela arregalou os olhos e seu pelo se encrespou e os bigodes dela estremeceram.
P- P- Pena? - ela gaguejou, e depois correu até ele e o cobriu de lambidas furiosas, que se passaram a carinhos calmos. Ele ronronou alto, mesmo sem sabe o que o nome Pena tinha a ver com aquilo- Meu filhotinho!
Ele se afastou uma ou duas patas já nervoso e assustado com aquilo.- C-Como assim Pena? - gaguejou o aprendiz.
A gata tinha um olhar em uma mistura de melancolia e alegria, e foi caminhando até o gato e pegou sua pata direita e encostou com a dela. - Está vendo esse sinal? - o aprendiz acenou que sim - Ele nós une Pena.
- Mas meu nome não é Pena! E o que aconteceu? - miou o aprendiz confuso.
- Você era muito pequeno para se lembrar - a gata fitou o vazio, e um brilho de tristeza alcançou seus olhos verdes límpidos.
Pacientemente, Princesa contou tudo o que acontecera a Pata de Vinha. - Seu nome era Pena. Você era o meu primogênito. Uma vez, houve uma enchente que inundou o ninho dos meus Duas Pernas. Eu perdi você de vista, e quando pude vê-lo, você estava sendo arrastado por uma correnteza. E- Eu tentei te alcançar, m-mas a água era muito rápida. Eu perdi você. - a voz da gata se tornou apenas um fiapo nublada de tristeza. Ela levantou a cabeça e fitou Pata de Vinha, e seu olhar brilhou de alegria novamente. - Não quero perder você novamente Pata de Vinha.
O aprendiz ficou do lado de sua mãe até a lua começar a descer. - Desculpe Princesa, mas preciso ir. O clã precisa ser alimentado. - e deu uma lambida calorosa na sua mãe que murmurou: Tome cuidado filho.
O aprendiz escalou a cerca se afastando de sua mãe. Antes de entrar na floresta, ele virou a cabeça e viu sua mãe o fitando com um olhar caloroso, até que ela se virou e entrou em seu ninho. O aprendiz voltou a sua viagem. Ele conseguiu apanhar apenas um camundongo e o teve de comer, contra vontade, estava faminto.
Mas antes de entrar no acampamento, ele tomou um banho completo. E entrando no túnel de tojos, ele gelou no meio do túnel.
- Você poderia me dizer.... Onde você estava este tempo todo? - soou a voz de Garra de Espinheiro cheia de ameaça. - C- Caçando, mas não consegui nada. - gaguejou o aprendiz.
O representante caminhou até ficar focinho com focinho com o aprendiz, e o cheirou. - E daonde vem esse cheiro de camundongo? - o aprendiz tinham se esquecido que mesmo tendo tomado um banho completo, ainda podia exalar uma réstia do odor. - E esse fedor dos Duas Pernas? - miou o representante preto.
O aprendiz congelou no mesmo lugar. - Venha. Estrela de Fogo precisa saber disso. - o aprendiz seguiu o representante com o pelo arrepiado de preocupação e medo. O que ele iria dizer ao líder?
Capítulo 8
Capítulo 6
Capítulo 1
Prólogo
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