Capítulo 8
Pata de Vinha entrou logo atrás de Garra de Espinheiro, e viu o líder sentado trocando lambidas com uma gata cor de gengibre, Tempestade de Areia. O líder virou a cabeça para fitar a dupla que chegava na toca. Ele miou para Tempestade de Areia sair um pouco. Depois quando os odores da gata começavam a desaparecer, o gato rubro miou:
- O que foi Garra de Espinheiro?
- Pergunte para este gatinho de gente! Eu o peguei voltando do túnel de tojos com a barriga cheia mas sem nada para o clã, e coberto de cheiro dos Duas Pernas- O representante rosnou, com tanto desprezo na frase que o aprendiz quase conseguia sentir o cheiro.
O líder fitou Pata de Vinha calmamente, e depois se aproximou e farejou o jovem. Pata de Vinha fitou suas próprias patas, quando o líder miou friamente:
- O que estava fazendo Pata de Vinha?
- Bem é que.... - O aprendiz sabia que não podia contar que sua mãe era Princesa, na frente do representante. Então levantou a cabeça e fitou seus olhos verdes, e acenou com as orelhas na direção de Garra de Espinheiro. O líder deve ter entendido, porquê dispensou Garra de Espinheiro com um movimento de cauda. Ao gato preto passar por Pata de Vinha, fungou demostrando seu ódio e desprezo.
- Pode falar agora. - Estrela de Fogo miou calmamente para Pata de Vinha.
- Eu fui visitar Princesa. - o aprendiz falou fitando os olhos do líder, e viu que o líder estranhava o motivo da visita- Bem... Descobri que ela é minha mãe.- Miou tímido o aprendiz desviando o olhar do líder.
O líder aparentava confuso, e Pata de Vinha voltou a olhar para o líder. Este o observava, pensativo e depois miou:
- Posso realmente confiar em você? - Pata de Vinha fitou os olhos do líder e ficou calmo ao responder.
- Quando descobri que Princesa era minha mãe, também não acreditava nisso. Mas.. Esse sinal prova. - o aprendiz levantou a pata direita e mostrou para Estrela de Fogo.
- Assim que tiver tempo, vou recorrer esta história a limpo, por enquanto, nada irá acontecer. - miou decidido o líder, que dispensou o aprendiz com um movimento de cauda.
Enquanto ia em direção a toca dos aprendizes, Pata de Gelo veio correndo em sua direção.
- Pata de Vinha olha isso! - o aprendiz malhado de branco mostrou para Pata de Vinha uma víbora.
- Uau! Foi você que pegou? - Pata de Vinha perguntou admirado, e o aprendiz branco acenou que sim.
- Acho que você deveria entregar para os anciões, e depois.... - miou Pata de Vinha alegre - aposto que consigo te ganhar em uma luta!
- Sei! Até parece! - Miou Pata de Gelo que já corria em direção a toca dos anciões. Pata de Vinha observou o amigo e se sentou para esperar. Quando ele voltou, Pata de Vinha fingiu ter esquecido de brincar de briga, mas pulou em cima do amigo quando ele baixou a guarda.
Eles brincaram de briga por algum tempo, até que Pata de Vinha imobilizou Pata de Gelo e depois o soltou. Juntos, caminharam até os ninhos, mas Pata de Vinha pediu para Pata de Gelo esperar ele no ninho.
- O que foi Garra de Espinheiro? - o representante havia o chamado quando ele estava indo para a toca, e ele foi até ele perguntar o que era.
- Não pense que vou deixar isso passar. Você merece um castigo, mas por enquanto não vou fazer nada, por enquanto ouviu gatinho de gente? - rosnou o representante para o aprendiz.
Pata de Vinha acenou que sim e correu para a toca dos aprendizes, onde encontrou Pata de Gelo esperando por ele. Juntos, os dois deitaram e se enroscaram em seus ninhos um do lado do outro. Pata de Vinha observava o amigo rodar várias vezes no lugar e deitar e logo cair em sono profundo. Ele desviou o olhar para a clareira, e fitou Garra de Espinheiro. O representante o encarava, com os olhos cor de âmbar queimando de ódio. Pata de Vinha o fitou, com uma sentença de desafio em seu olhar verde. O representante desviou o olhar e Pata de Vinha se focou em tentar dormir.
Capítulo 9
Capítulo 7
Capítulo 1
Prólogo
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