Capítulo 10
Pata de Vinha acordou no meio da noite. Ele via a luz suave prateada da lua por trás dos galhos da toca dos aprendizes. O aprendiz castanho levantou e se sentou para um banho, e quando terminou se espreguiçou e foi direto para a clareira. Ele olhou para a pilha de presas frescas e viu que ela estava baixa. Desanimado e com fome, ele foi para o túnel de tojos para ir caçar algo.
Ele observou a floresta. A estação das folhas caídas deixara o ambiente frio, e estava mais difícil de alimentar o clã a cada dia. Ele empinou suas orelhas tentando ouvir algum som que denunciasse o movimento de alguma presa.
Ele ouviu quase imediatamente um som de pequenas patas arranhando. Se concentrando em ouvir, ele conseguia ouvir um pequeno coração batendo.
Se guiando mais pela audição do que pela visão, ele foi até um arbusto espinhento e viu um lampejo de pelo marrom se mexendo por entre os galhos.
Um camundongo! Pata de Vinha farejou os odores tentadores que vinham da presa, e silenciosamente se esgueirou até o camundongo, e pulou sobre a presa.
O camundongo tentou se esquivar das garras de Pata de Vinha, mais o aprendiz foi mais rápido e o matou com apenas uma mordida. Ele cavucou um buraco no chão e colocou a peça de presa fresca lá dentro e cobriu com mais terra. Naquela noite, ele teve sorte na caça, voltou ao acampamento com a mandíbula doendo de tanta caça, e teve de fazer duas ou três viagens para levar todas as peças de presas frescas.
Quando terminou de levar as peças, Pata de Vinha viu o representante Garra de Espinheiro se esgueirando por um canto nas sombras do berçário. O aprendiz estreitou os olhos, e olhou em volta vendo se havia algum gato que havia prenunciado a cena, mas só havia o aprendiz na clareira.
O gato castanho esperou até os odores do gato preto começarem a se dispensarem, e começou a seguir sua trilha de cheiro. O representante parecia seguir em direção a quatro árvores, e Pata de Vinha se perguntava para onde ele estava indo.
Enquanto seguia o representante, Pata de Vinha aproveitou para caçar um camundongo que estava em uma raiz de uma árvore. Depois de um tempo, o representante parou na fronteira do clã das Sombras e se sentou. Um movimento nos arbustos denunciou a entrada de outro gato. Pata de Vinha sentiu o pelo arrepiar quando reconheceu o gato que saiu do arbusto.
- Estrela Preta. - o representante do clã do Trovão saudou o líder do clã das Sombras cordialmente.
- Garra de Espinheiro. - saudou Estrela Preta, o gato que havia deixado Pata de Vinha inconsciente durante uma batalha a algumas luas. Pata de Vinha sabia que aquele gato estava tramando algo junto com Garra de Espinheiro, mas não sabia exatamente o que estavam pensando.
- Estrela Preta, acredito que descobri a melhor hora para seu ataque.- Garra de Espinheiro miou - Daqui a dois anoiteceres de lua, todos os guerreiros e aprendizes estarão fora. Mas lembre-se, que apenas parte do território está no acordo.
- Sim eu sei. Espero que esteja fazendo a coisa certa confiando em um gato do clã do Trovão. - miou com desdém Estrela Preta, fitando o gato peto.
- Então, daqui a dois anoiteceres de luas, certo? - miou Garra de Espinheiro
- Daqui a dois anoiteceres. - confirmou Estrela Preta, que se retirou pelo mesmo arbusto por onde entrou.
Garra de Espinheiro se voltou e começou a caminhar, depois acelerando o passo voltando ao acampamento. Pata de Vinha pôde ver os olhos brilhando do representante, como se ele estivesse tramando algo. Durante sua volta apressada, o representante não notou Pata de Vinha escondido em seu esconderijo precário.
Pata de Vinha fitou o representante até ele sumir, e saiu de seu esconderijo. Confuso e enojado, Pata de Vinha tentava imaginar o que Garra de Espinheiro estava tramando. Mas ele sabia de algo. O clã estaria em perigo enquanto Garra de Espinheiro estivesse no cargo de representante.
Capítulo 10
Capítulo 9
Capítulo 1
Prólogo
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sábado, 16 de julho de 2016
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Gatos Guerreiros Enchente - Capítulo 9 + Update
Pata de Gelo é uma garota agora.
Pata de Vinha abriu seus olhos verdes. Ele começou a olhar a toca dos aprendiz. Seu olhar parou no pelo branco de Pata de Gelo. Ele admirou como a luz da lua brilhava suavemente no pelo da amiga que se contorcia levemente durante o sono. O aprendiz se espreguiçou, e saiu lentamente da toca.
O acampamento estava quase vazio, exceto alguns gatos. O gato castanho olhou para o céu e viu que a lua começava a sumir no horizonte, deixando o céu meio azul claro, meio azul escuro.
Ele já ia voltando a toca quando ouviu um miado o chamando. Ele se virou e viu Estrela de Fogo caminhando em sua direção.
- Pata de Vinha, quero que vá na patrulha do amanhecer.- O líder miou. O aprendiz assentiu com a cabeça e voltou para a toca dos aprendizes, se deitou e cochilou até sentir a luz do amanhecer.
Pata de Vinha saiu da toca e entrou na clareira. Ele viu Cauda de Nuvem o chamando, junto de Pelo de Rato e o aprendiz correu até eles e juntos, eles saíram do acampamento.
Estavam indo patrulhar em direção a Quatro Árvores, e a patrulha foi rápida. Não havia sinais de gatos do clã inimigo, e tudo foi calmo.
Voltando ao acampamento, Pata de Vinha foi dispensado dos deveres de aprendizes, e ele percebeu que o líder não estava no acampamento. Ele foi ao túnel de tojos e sentiu uma réstia do cheiro do líder. Ele começou a rastrear o cheiro do líder para ver aonde ele ia.
A trilha levava ao lugar dos Duas Pernas, e Pata de Vinha quando chegou lá viu o líder sentado sobre uma cerca de um ninho. Ele se esgueirou para perto do líder e viu que ele observava dois gatinhos de gente sobre a cerca. Sem querer, o aprendiz pisou num galho seco que fez um estalo ao quebrar sobre o peso do gato.
O líder virou a cabeça e fitou a amoreira onde Pata de Vinha estava escondido. Pata de Vinha sabia que o líder descobrira ele ali, e saiu lentamente do esconderijo com as orelhas abaixadas. O líder o fitou, e o aprendiz sentiu o olhar verde de Estrela de Fogo em sua direção.
- Pata de Vinha? O que está fazendo aqui? - o líder miou, semicerrando os olhos.
- É que senti seu cheiro no túnel de tojos... Queria praticar minhas habilidades e ver aonde você tinha ido. - O nervosismo inicial de Pata de Vinha se esvaiu e ele começou a fitar o líder.
- Parecem que estão boas. - o líder miou.
- Estrela de Fogo.... - o aprendiz começou sem saber o que falar - Como você consegue lidar com o preconceito dos outros já que somos gatinhos de gentes?
Agora que ele sabia que era gatinho de gente, ele havia pedido para Estrela de Fogo deixá-lo anunciar isso para todos na Pedra Grande. Ele não tinha vergonha de ter sangue de Gatinho de Gente, mas lembrava de como difícil foi para contar para o clã, e ele estremeceu ao lembrar os olhares de desprezo que recebeu. O líder fitou o aprendiz, e visivelmente relaxou e começou a miar.
- Somos mais parecidos do que parece. Temos que lutar duas vezes mais para provar nosso valor. - Estrela de Fogo se aproximou de Pata de Vinha e deu uma lambida no ombro de Pata de Vinha. - Vamos, temos que voltar ao acampamento. Você quer patrulhar comigo o resto do caminho? - o aprendiz acenou que sim. Enquanto voltavam, Pata de Vinha sentiu uma coisa gelada caindo em seu focinho.
- Ah? - o aprendiz miou confuso, e passou a pata naquela coisa estranha, que derreteu em seus pelos.
- É neve. - miou Estrela de Fogo, ronronando com aquela cena. - Acontece na estação sem folhas.
- Uau! Que legal! - o aprendiz miou alto, e começou a pular nos flocos que começavam a cair espessamente, tentando pegá-los.
Depois de brincarem na neve, eles terminaram de patrulhar e quando chegaram até o acampamento, Pata de Vinha acenou para seu mentor e líder e correu até Pata de Gelo. A gata estava no toco de árvore comendo um camundongo. Pata de Vinha pegou um pardal e caminhou até a amiga.
- Olá! - miou Pata de Vinha, se sentando do lado da gata.
- Olá. Como foi seu dia? - perguntou a gata, fitando Pata de Vinha.
- Tudo bem. E com você? - Miou casualmente o aprendiz.
Eles conversaram sobre diversas coisas, e quando atingiu o sol alto, os dois se levantaram. Pata de Vinha encostou o focinho no ombro da amiga e miou:
- Tenho que ir. Tenho que caçar. - Pata de Gelo respondeu com uma lambida carinhosa.
Enquanto Pata de Vinha caminhava em direção ao túnel de tojos para caçar, ele virou a cabeça e fitou Pata de Gelo, admirando a gata.
Capítulo 10
Capítulo 8
Capítulo 1
Prólogo
Pata de Vinha abriu seus olhos verdes. Ele começou a olhar a toca dos aprendiz. Seu olhar parou no pelo branco de Pata de Gelo. Ele admirou como a luz da lua brilhava suavemente no pelo da amiga que se contorcia levemente durante o sono. O aprendiz se espreguiçou, e saiu lentamente da toca.
O acampamento estava quase vazio, exceto alguns gatos. O gato castanho olhou para o céu e viu que a lua começava a sumir no horizonte, deixando o céu meio azul claro, meio azul escuro.
Ele já ia voltando a toca quando ouviu um miado o chamando. Ele se virou e viu Estrela de Fogo caminhando em sua direção.
- Pata de Vinha, quero que vá na patrulha do amanhecer.- O líder miou. O aprendiz assentiu com a cabeça e voltou para a toca dos aprendizes, se deitou e cochilou até sentir a luz do amanhecer.
Pata de Vinha saiu da toca e entrou na clareira. Ele viu Cauda de Nuvem o chamando, junto de Pelo de Rato e o aprendiz correu até eles e juntos, eles saíram do acampamento.
Estavam indo patrulhar em direção a Quatro Árvores, e a patrulha foi rápida. Não havia sinais de gatos do clã inimigo, e tudo foi calmo.
Voltando ao acampamento, Pata de Vinha foi dispensado dos deveres de aprendizes, e ele percebeu que o líder não estava no acampamento. Ele foi ao túnel de tojos e sentiu uma réstia do cheiro do líder. Ele começou a rastrear o cheiro do líder para ver aonde ele ia.
A trilha levava ao lugar dos Duas Pernas, e Pata de Vinha quando chegou lá viu o líder sentado sobre uma cerca de um ninho. Ele se esgueirou para perto do líder e viu que ele observava dois gatinhos de gente sobre a cerca. Sem querer, o aprendiz pisou num galho seco que fez um estalo ao quebrar sobre o peso do gato.
O líder virou a cabeça e fitou a amoreira onde Pata de Vinha estava escondido. Pata de Vinha sabia que o líder descobrira ele ali, e saiu lentamente do esconderijo com as orelhas abaixadas. O líder o fitou, e o aprendiz sentiu o olhar verde de Estrela de Fogo em sua direção.
- Pata de Vinha? O que está fazendo aqui? - o líder miou, semicerrando os olhos.
- É que senti seu cheiro no túnel de tojos... Queria praticar minhas habilidades e ver aonde você tinha ido. - O nervosismo inicial de Pata de Vinha se esvaiu e ele começou a fitar o líder.
- Parecem que estão boas. - o líder miou.
- Estrela de Fogo.... - o aprendiz começou sem saber o que falar - Como você consegue lidar com o preconceito dos outros já que somos gatinhos de gentes?
Agora que ele sabia que era gatinho de gente, ele havia pedido para Estrela de Fogo deixá-lo anunciar isso para todos na Pedra Grande. Ele não tinha vergonha de ter sangue de Gatinho de Gente, mas lembrava de como difícil foi para contar para o clã, e ele estremeceu ao lembrar os olhares de desprezo que recebeu. O líder fitou o aprendiz, e visivelmente relaxou e começou a miar.
- Somos mais parecidos do que parece. Temos que lutar duas vezes mais para provar nosso valor. - Estrela de Fogo se aproximou de Pata de Vinha e deu uma lambida no ombro de Pata de Vinha. - Vamos, temos que voltar ao acampamento. Você quer patrulhar comigo o resto do caminho? - o aprendiz acenou que sim. Enquanto voltavam, Pata de Vinha sentiu uma coisa gelada caindo em seu focinho.
- Ah? - o aprendiz miou confuso, e passou a pata naquela coisa estranha, que derreteu em seus pelos.
- É neve. - miou Estrela de Fogo, ronronando com aquela cena. - Acontece na estação sem folhas.
- Uau! Que legal! - o aprendiz miou alto, e começou a pular nos flocos que começavam a cair espessamente, tentando pegá-los.
Depois de brincarem na neve, eles terminaram de patrulhar e quando chegaram até o acampamento, Pata de Vinha acenou para seu mentor e líder e correu até Pata de Gelo. A gata estava no toco de árvore comendo um camundongo. Pata de Vinha pegou um pardal e caminhou até a amiga.
- Olá! - miou Pata de Vinha, se sentando do lado da gata.
- Olá. Como foi seu dia? - perguntou a gata, fitando Pata de Vinha.
- Tudo bem. E com você? - Miou casualmente o aprendiz.
Eles conversaram sobre diversas coisas, e quando atingiu o sol alto, os dois se levantaram. Pata de Vinha encostou o focinho no ombro da amiga e miou:
- Tenho que ir. Tenho que caçar. - Pata de Gelo respondeu com uma lambida carinhosa.
Enquanto Pata de Vinha caminhava em direção ao túnel de tojos para caçar, ele virou a cabeça e fitou Pata de Gelo, admirando a gata.
Capítulo 10
Capítulo 8
Capítulo 1
Prólogo
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Gatos Guerreiros Enchente - Capítulo 8
Capítulo 8
Pata de Vinha entrou logo atrás de Garra de Espinheiro, e viu o líder sentado trocando lambidas com uma gata cor de gengibre, Tempestade de Areia. O líder virou a cabeça para fitar a dupla que chegava na toca. Ele miou para Tempestade de Areia sair um pouco. Depois quando os odores da gata começavam a desaparecer, o gato rubro miou:
- O que foi Garra de Espinheiro?
- Pergunte para este gatinho de gente! Eu o peguei voltando do túnel de tojos com a barriga cheia mas sem nada para o clã, e coberto de cheiro dos Duas Pernas- O representante rosnou, com tanto desprezo na frase que o aprendiz quase conseguia sentir o cheiro.
O líder fitou Pata de Vinha calmamente, e depois se aproximou e farejou o jovem. Pata de Vinha fitou suas próprias patas, quando o líder miou friamente:
- O que estava fazendo Pata de Vinha?
- Bem é que.... - O aprendiz sabia que não podia contar que sua mãe era Princesa, na frente do representante. Então levantou a cabeça e fitou seus olhos verdes, e acenou com as orelhas na direção de Garra de Espinheiro. O líder deve ter entendido, porquê dispensou Garra de Espinheiro com um movimento de cauda. Ao gato preto passar por Pata de Vinha, fungou demostrando seu ódio e desprezo.
- Pode falar agora. - Estrela de Fogo miou calmamente para Pata de Vinha.
- Eu fui visitar Princesa. - o aprendiz falou fitando os olhos do líder, e viu que o líder estranhava o motivo da visita- Bem... Descobri que ela é minha mãe.- Miou tímido o aprendiz desviando o olhar do líder.
O líder aparentava confuso, e Pata de Vinha voltou a olhar para o líder. Este o observava, pensativo e depois miou:
- Posso realmente confiar em você? - Pata de Vinha fitou os olhos do líder e ficou calmo ao responder.
- Quando descobri que Princesa era minha mãe, também não acreditava nisso. Mas.. Esse sinal prova. - o aprendiz levantou a pata direita e mostrou para Estrela de Fogo.
- Assim que tiver tempo, vou recorrer esta história a limpo, por enquanto, nada irá acontecer. - miou decidido o líder, que dispensou o aprendiz com um movimento de cauda.
Enquanto ia em direção a toca dos aprendizes, Pata de Gelo veio correndo em sua direção.
- Pata de Vinha olha isso! - o aprendiz malhado de branco mostrou para Pata de Vinha uma víbora.
- Uau! Foi você que pegou? - Pata de Vinha perguntou admirado, e o aprendiz branco acenou que sim.
- Acho que você deveria entregar para os anciões, e depois.... - miou Pata de Vinha alegre - aposto que consigo te ganhar em uma luta!
- Sei! Até parece! - Miou Pata de Gelo que já corria em direção a toca dos anciões. Pata de Vinha observou o amigo e se sentou para esperar. Quando ele voltou, Pata de Vinha fingiu ter esquecido de brincar de briga, mas pulou em cima do amigo quando ele baixou a guarda.
Eles brincaram de briga por algum tempo, até que Pata de Vinha imobilizou Pata de Gelo e depois o soltou. Juntos, caminharam até os ninhos, mas Pata de Vinha pediu para Pata de Gelo esperar ele no ninho.
- O que foi Garra de Espinheiro? - o representante havia o chamado quando ele estava indo para a toca, e ele foi até ele perguntar o que era.
- Não pense que vou deixar isso passar. Você merece um castigo, mas por enquanto não vou fazer nada, por enquanto ouviu gatinho de gente? - rosnou o representante para o aprendiz.
Pata de Vinha acenou que sim e correu para a toca dos aprendizes, onde encontrou Pata de Gelo esperando por ele. Juntos, os dois deitaram e se enroscaram em seus ninhos um do lado do outro. Pata de Vinha observava o amigo rodar várias vezes no lugar e deitar e logo cair em sono profundo. Ele desviou o olhar para a clareira, e fitou Garra de Espinheiro. O representante o encarava, com os olhos cor de âmbar queimando de ódio. Pata de Vinha o fitou, com uma sentença de desafio em seu olhar verde. O representante desviou o olhar e Pata de Vinha se focou em tentar dormir.
Capítulo 9
Capítulo 7
Capítulo 1
Prólogo
Pata de Vinha entrou logo atrás de Garra de Espinheiro, e viu o líder sentado trocando lambidas com uma gata cor de gengibre, Tempestade de Areia. O líder virou a cabeça para fitar a dupla que chegava na toca. Ele miou para Tempestade de Areia sair um pouco. Depois quando os odores da gata começavam a desaparecer, o gato rubro miou:
- O que foi Garra de Espinheiro?
- Pergunte para este gatinho de gente! Eu o peguei voltando do túnel de tojos com a barriga cheia mas sem nada para o clã, e coberto de cheiro dos Duas Pernas- O representante rosnou, com tanto desprezo na frase que o aprendiz quase conseguia sentir o cheiro.
O líder fitou Pata de Vinha calmamente, e depois se aproximou e farejou o jovem. Pata de Vinha fitou suas próprias patas, quando o líder miou friamente:
- O que estava fazendo Pata de Vinha?
- Bem é que.... - O aprendiz sabia que não podia contar que sua mãe era Princesa, na frente do representante. Então levantou a cabeça e fitou seus olhos verdes, e acenou com as orelhas na direção de Garra de Espinheiro. O líder deve ter entendido, porquê dispensou Garra de Espinheiro com um movimento de cauda. Ao gato preto passar por Pata de Vinha, fungou demostrando seu ódio e desprezo.
- Pode falar agora. - Estrela de Fogo miou calmamente para Pata de Vinha.
- Eu fui visitar Princesa. - o aprendiz falou fitando os olhos do líder, e viu que o líder estranhava o motivo da visita- Bem... Descobri que ela é minha mãe.- Miou tímido o aprendiz desviando o olhar do líder.
O líder aparentava confuso, e Pata de Vinha voltou a olhar para o líder. Este o observava, pensativo e depois miou:
- Posso realmente confiar em você? - Pata de Vinha fitou os olhos do líder e ficou calmo ao responder.
- Quando descobri que Princesa era minha mãe, também não acreditava nisso. Mas.. Esse sinal prova. - o aprendiz levantou a pata direita e mostrou para Estrela de Fogo.
- Assim que tiver tempo, vou recorrer esta história a limpo, por enquanto, nada irá acontecer. - miou decidido o líder, que dispensou o aprendiz com um movimento de cauda.
Enquanto ia em direção a toca dos aprendizes, Pata de Gelo veio correndo em sua direção.
- Pata de Vinha olha isso! - o aprendiz malhado de branco mostrou para Pata de Vinha uma víbora.
- Uau! Foi você que pegou? - Pata de Vinha perguntou admirado, e o aprendiz branco acenou que sim.
- Acho que você deveria entregar para os anciões, e depois.... - miou Pata de Vinha alegre - aposto que consigo te ganhar em uma luta!
- Sei! Até parece! - Miou Pata de Gelo que já corria em direção a toca dos anciões. Pata de Vinha observou o amigo e se sentou para esperar. Quando ele voltou, Pata de Vinha fingiu ter esquecido de brincar de briga, mas pulou em cima do amigo quando ele baixou a guarda.
Eles brincaram de briga por algum tempo, até que Pata de Vinha imobilizou Pata de Gelo e depois o soltou. Juntos, caminharam até os ninhos, mas Pata de Vinha pediu para Pata de Gelo esperar ele no ninho.
- O que foi Garra de Espinheiro? - o representante havia o chamado quando ele estava indo para a toca, e ele foi até ele perguntar o que era.
- Não pense que vou deixar isso passar. Você merece um castigo, mas por enquanto não vou fazer nada, por enquanto ouviu gatinho de gente? - rosnou o representante para o aprendiz.
Pata de Vinha acenou que sim e correu para a toca dos aprendizes, onde encontrou Pata de Gelo esperando por ele. Juntos, os dois deitaram e se enroscaram em seus ninhos um do lado do outro. Pata de Vinha observava o amigo rodar várias vezes no lugar e deitar e logo cair em sono profundo. Ele desviou o olhar para a clareira, e fitou Garra de Espinheiro. O representante o encarava, com os olhos cor de âmbar queimando de ódio. Pata de Vinha o fitou, com uma sentença de desafio em seu olhar verde. O representante desviou o olhar e Pata de Vinha se focou em tentar dormir.
Capítulo 9
Capítulo 7
Capítulo 1
Prólogo
sábado, 2 de julho de 2016
Gatos Guerreiros Enchente - Capítulo 7
Capítulo 7
Pata de Vinha se obrigou a sentar no chão e observar o ninho dos Duas Pernas. Estrela de Fogo o tinha liberado das tarefas, afinal ele já havia terminado todas elas. Agora iria visitar Princesa, irmã do líder, que ele acreditava ser sua mãe.
Respirando fundo, Pata de Vinha se obrigou a andar em direção ao ninho. Ele fitou a portinha por onde a gata saíra da última vez que a vira. Ele pulou em um galho com folhas e chamou pela gata, e então esperou.
Ele viu a gata sair do ninho, e ao vê-lo ela se surpreendeu, e Pata de Vinha percebia isso pelos pelos levemente arrepiados e crespos da gata ao se aproximar. O aprendiz pulou na grama bem tratada do jardim dos Duas Pernas.
Mas só agora ele percebera que não havia pensado no quer dizer a gata. Nervoso, tentou não encarar os olhos verdes brilhantes da gata, parecidos com os seus.
- Bem é... é que.... - o gato não conseguia pensar no que falar, nem como parecer, e ele começou a lamber a pata direita pra tentar disfarçar seu nervosismo. A gata prestava atenção em cada detalhe, e mesmo sem olhar diretamente a gata, percebeu que ela arregalou os olhos e seu pelo se encrespou e os bigodes dela estremeceram.
P- P- Pena? - ela gaguejou, e depois correu até ele e o cobriu de lambidas furiosas, que se passaram a carinhos calmos. Ele ronronou alto, mesmo sem sabe o que o nome Pena tinha a ver com aquilo- Meu filhotinho!
Ele se afastou uma ou duas patas já nervoso e assustado com aquilo.- C-Como assim Pena? - gaguejou o aprendiz.
A gata tinha um olhar em uma mistura de melancolia e alegria, e foi caminhando até o gato e pegou sua pata direita e encostou com a dela. - Está vendo esse sinal? - o aprendiz acenou que sim - Ele nós une Pena.
- Mas meu nome não é Pena! E o que aconteceu? - miou o aprendiz confuso.
- Você era muito pequeno para se lembrar - a gata fitou o vazio, e um brilho de tristeza alcançou seus olhos verdes límpidos.
Pacientemente, Princesa contou tudo o que acontecera a Pata de Vinha. - Seu nome era Pena. Você era o meu primogênito. Uma vez, houve uma enchente que inundou o ninho dos meus Duas Pernas. Eu perdi você de vista, e quando pude vê-lo, você estava sendo arrastado por uma correnteza. E- Eu tentei te alcançar, m-mas a água era muito rápida. Eu perdi você. - a voz da gata se tornou apenas um fiapo nublada de tristeza. Ela levantou a cabeça e fitou Pata de Vinha, e seu olhar brilhou de alegria novamente. - Não quero perder você novamente Pata de Vinha.
O aprendiz ficou do lado de sua mãe até a lua começar a descer. - Desculpe Princesa, mas preciso ir. O clã precisa ser alimentado. - e deu uma lambida calorosa na sua mãe que murmurou: Tome cuidado filho.
O aprendiz escalou a cerca se afastando de sua mãe. Antes de entrar na floresta, ele virou a cabeça e viu sua mãe o fitando com um olhar caloroso, até que ela se virou e entrou em seu ninho. O aprendiz voltou a sua viagem. Ele conseguiu apanhar apenas um camundongo e o teve de comer, contra vontade, estava faminto.
Mas antes de entrar no acampamento, ele tomou um banho completo. E entrando no túnel de tojos, ele gelou no meio do túnel.
- Você poderia me dizer.... Onde você estava este tempo todo? - soou a voz de Garra de Espinheiro cheia de ameaça. - C- Caçando, mas não consegui nada. - gaguejou o aprendiz.
O representante caminhou até ficar focinho com focinho com o aprendiz, e o cheirou. - E daonde vem esse cheiro de camundongo? - o aprendiz tinham se esquecido que mesmo tendo tomado um banho completo, ainda podia exalar uma réstia do odor. - E esse fedor dos Duas Pernas? - miou o representante preto.
O aprendiz congelou no mesmo lugar. - Venha. Estrela de Fogo precisa saber disso. - o aprendiz seguiu o representante com o pelo arrepiado de preocupação e medo. O que ele iria dizer ao líder?
Capítulo 8
Capítulo 6
Capítulo 1
Prólogo
Pata de Vinha se obrigou a sentar no chão e observar o ninho dos Duas Pernas. Estrela de Fogo o tinha liberado das tarefas, afinal ele já havia terminado todas elas. Agora iria visitar Princesa, irmã do líder, que ele acreditava ser sua mãe.
Respirando fundo, Pata de Vinha se obrigou a andar em direção ao ninho. Ele fitou a portinha por onde a gata saíra da última vez que a vira. Ele pulou em um galho com folhas e chamou pela gata, e então esperou.
Ele viu a gata sair do ninho, e ao vê-lo ela se surpreendeu, e Pata de Vinha percebia isso pelos pelos levemente arrepiados e crespos da gata ao se aproximar. O aprendiz pulou na grama bem tratada do jardim dos Duas Pernas.
Mas só agora ele percebera que não havia pensado no quer dizer a gata. Nervoso, tentou não encarar os olhos verdes brilhantes da gata, parecidos com os seus.
- Bem é... é que.... - o gato não conseguia pensar no que falar, nem como parecer, e ele começou a lamber a pata direita pra tentar disfarçar seu nervosismo. A gata prestava atenção em cada detalhe, e mesmo sem olhar diretamente a gata, percebeu que ela arregalou os olhos e seu pelo se encrespou e os bigodes dela estremeceram.
P- P- Pena? - ela gaguejou, e depois correu até ele e o cobriu de lambidas furiosas, que se passaram a carinhos calmos. Ele ronronou alto, mesmo sem sabe o que o nome Pena tinha a ver com aquilo- Meu filhotinho!
Ele se afastou uma ou duas patas já nervoso e assustado com aquilo.- C-Como assim Pena? - gaguejou o aprendiz.
A gata tinha um olhar em uma mistura de melancolia e alegria, e foi caminhando até o gato e pegou sua pata direita e encostou com a dela. - Está vendo esse sinal? - o aprendiz acenou que sim - Ele nós une Pena.
- Mas meu nome não é Pena! E o que aconteceu? - miou o aprendiz confuso.
- Você era muito pequeno para se lembrar - a gata fitou o vazio, e um brilho de tristeza alcançou seus olhos verdes límpidos.
Pacientemente, Princesa contou tudo o que acontecera a Pata de Vinha. - Seu nome era Pena. Você era o meu primogênito. Uma vez, houve uma enchente que inundou o ninho dos meus Duas Pernas. Eu perdi você de vista, e quando pude vê-lo, você estava sendo arrastado por uma correnteza. E- Eu tentei te alcançar, m-mas a água era muito rápida. Eu perdi você. - a voz da gata se tornou apenas um fiapo nublada de tristeza. Ela levantou a cabeça e fitou Pata de Vinha, e seu olhar brilhou de alegria novamente. - Não quero perder você novamente Pata de Vinha.
O aprendiz ficou do lado de sua mãe até a lua começar a descer. - Desculpe Princesa, mas preciso ir. O clã precisa ser alimentado. - e deu uma lambida calorosa na sua mãe que murmurou: Tome cuidado filho.
O aprendiz escalou a cerca se afastando de sua mãe. Antes de entrar na floresta, ele virou a cabeça e viu sua mãe o fitando com um olhar caloroso, até que ela se virou e entrou em seu ninho. O aprendiz voltou a sua viagem. Ele conseguiu apanhar apenas um camundongo e o teve de comer, contra vontade, estava faminto.
Mas antes de entrar no acampamento, ele tomou um banho completo. E entrando no túnel de tojos, ele gelou no meio do túnel.
- Você poderia me dizer.... Onde você estava este tempo todo? - soou a voz de Garra de Espinheiro cheia de ameaça. - C- Caçando, mas não consegui nada. - gaguejou o aprendiz.
O representante caminhou até ficar focinho com focinho com o aprendiz, e o cheirou. - E daonde vem esse cheiro de camundongo? - o aprendiz tinham se esquecido que mesmo tendo tomado um banho completo, ainda podia exalar uma réstia do odor. - E esse fedor dos Duas Pernas? - miou o representante preto.
O aprendiz congelou no mesmo lugar. - Venha. Estrela de Fogo precisa saber disso. - o aprendiz seguiu o representante com o pelo arrepiado de preocupação e medo. O que ele iria dizer ao líder?
Capítulo 8
Capítulo 6
Capítulo 1
Prólogo
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