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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Gatos Guerreiros Enchente - Capítulo 6

Capítulo 6

Pata de Vinha abriu uma linha de seus olhos verdes, mas depois os arregalou quando percebeu que estava em um lugar desconhecido. Ele estava em algo parecido à um ninho dos duas pernas. O cheiro característico dos Duas Pernas o deixava ainda mais seguro disso. Ele começou a olhar em volta.
Haviam vários gatinhos junto dele,e em um momento ele pensou estar em um sonho que ele teve a algumas luas.
Mas algo estava errado. O sonho estava estranhamente frio, sem vida. Tudo parecia estar gelado, como as águas de uma enchente. Ele fitou os seus irmãos e irmãs, que pareciam nem mesmo respirar, pareciam de brinquedo. Ele começava a se questionar o que aquilo poderia ser, só que teve de virar bruscamente quando ouviu um barulho alto vindo de algo que parecia uma porta no ninho dos duas pernas.
A porta parecia prestes a romper, e Pata de Vinha começou a sentir uma brisa fria e gotas geladas caindo e penetrando em seu pelo, o gelando até os ossos como se fosse a mais forte das nevascas. Em alguns tique-taques de coração, o calor e a luz desapareceram, junto com a maioria das coisas. Mas a porta e as janelas abertas com água vazando continuavam lá.
Pata de Vinha estava naquela escuridão sem saber o que fazer, desesperado até o ponto em que as juntas de ferro daquele portão dos Duas Pernas não aguentaram, e a escuridão começou a ser inundada pela água gelada.
Em alguns segundos, todo aquele cômodo estava cheio de água que continuava a subir e molhava as patas de Pata de Vinha. Ele sentia mais forte ainda aquela brisa fria que parecia congelá-lo até os ossos.
Agora a água estava chegando no pescoço de Pata de Vinha, e ele lutava para permanecer com o focinho para fora quando a água o cobriu em uma correnteza gelada. Pata de Vinha começava a perder os sentidos, e seus músculos ficaram rígidos por causa do frio e também da possibilidade de se afogar enquanto Pata de Vinha continuava a afundar como uma pedra.

                                      

O aprendiz abriu seus olhos confuso. Estava na toca dos aprendizes, com Pata de Gelo em cima dele, miando alto para acordar seu amigo.
- Pata de Vinha! Acorde! - miou o aprendiz branco.
- Ah? - Pata de Vinha se levantou e se sentou no ninho de musgo, de súbito os odores do sonho mais reais. Ele ainda sentia a água gelada em seus pelos arrepiados.- Você estava miando enquanto dormia! - ronronou o gato branco - Ninguém estava conseguindo dormir assim! - Pata de Vinha se sentia demasiado cansado e assustado para sair da toca e fazer algo.- Obrigado por me acordar Pata de Gelo. Vou tentar não miar, ok? Mas preciso dormir. - resmungou o aprendiz castanho, que enquanto pronunciava essas palavras, tinha uma coisa em mente. Ele iria visitar Princesa, a irmã gatinha de gente de Estrela de Fogo, para saber a verdade sobre tudo isso. "Ela deve saber a verdade." Pensou o aprendiz. Que voltou a dormir, disposto a descobrir a verdade sobre si mesmo.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Gatos Guerreiros - Enchente - Capítulo 5

Capítulo 5

Pata de Vinha pulou no gato do clã das sombras mais próximo dele, e mordeu seu pescoço com força, até sentir carne tenra além do gosto ruim do pelo mal-cuidado do gato malhado de preto. Ele sentiu sua espinha arrepiar quando o gato mesclado de carvão mordeu sua cauda. Ele se contorceu rapidamente, e em vez de soltar o gato, ele arranhou seu focinho até sentir o sangue do adversário escorrendo nas suas garras, e então o soltou e viu o gato sair correndo guinchando como um filhote até a proteção fora do acampamento.
Então ele sentiu uma dentada nas costas e se virou para ver quem o mordia. Era um gato marrom, preto e um pouco branco em algumas partes do corpo. Pata de Vinha sentiu as costelas esqueléticas encostando em seu pelo quando o inimigo o imobilizou no chão e começava a golpear a barriga de Pata de Vinha com garras afiadas como espinhos.
Quase sem ar, Pata de Vinha levantou a cabeça e mordeu fortemente o pescoço do guerreiro. O gato malhado devia ter subestimado sua força, porque quando recebeu a dentada soltou o aprendiz arfando.
Ao perceber que o adversário tinha baixado a guarda, Pata de Vinha pulou sobre ele e o imobilizou, ainda sentindo latejar os arranhões na barriga. Ele pegou e mordeu fundo a garganta do gato molhando seus dentes de sangue. O aprendiz continuou mordendo a garganta do inimigo até ver que ele havia parado de se debater, e então largou o corpo todo ensanguentado ali mesmo e começou a olhar a clareira.
Pelo de Amora Doce estava lutando com um gato preto e ganhando perto dali, Pata de Gelo e Tempestade de Areia lutavam com um gato o dobro do tamanho deles, mas bem mais lento. Ainda tentando observar, Pata de Vinha escutou um miado vindo do canto atrás do berçário:
- Pata de Vinha, me ajude! - Era um gemido horripilante que parecia ser do representante Garra de Espinheiro, e Pata de Vinha correu até lá para ajuda-lo esquecendo por um momento tudo que sabia sobre o gato.
- Garra de Espinheiro? - miou Pata de Vinha quando chegou atrás do berçário. De repente o aprendiz castanho sentiu garras parecidas com espinhos arranharem sua costa. Ele se virou e viu Garra de Espinheiro debruçado sobre ele, o fitando, zoando dele com seu olhar cor de âmbar.
- Olá, gatinho, esperei bastante tempo pra fazer isso. - o representante levantou a cabeça para desferir uma mordida na garganta de Pata de Vinha, mais ele foi mais rápido e se esquivou. Então o aprendiz jogou suas garras contra a garganta do representante.
Mas antes de acertar o gato, Pata de Vinha sentiu uma pata grande acertar sua nuca com uma força gigantesca. Pata de Vinha caiu no chão com esse golpe poderoso. Sentindo o sangue escorrendo do machucado, o aprendiz caiu em inconsciência, mas ainda conseguiu ver o gato que lhe acertara sentando do lado de Garra de Espinheiro e o fitando com um olhar amarelo penetrante.

                                      ✩

Hã?- miou despertando o aprendiz, que levantou a cabeça para observar onde estava. Não estava mais na clareira do acampamento, mas em um lugar desconhecido mas ainda sentia o cheiro do clã do Trovão. Ele via uma gata cinzenta lhe fitando com um olhar azul nas penumbras.- Manto de Cinza? Por que estou aqui? Deveria estar ajudando meu clã! - o aprendiz tentou levantar, mas uma dor imensa na nuca o fez cair de volta naquele ninho de musgo do lado da curandeira.
- Fique calmo, você está muito machucado. Vai ter de ficar na minha toca por um ou dois dias até se sentir melhor. - a calma da gata acalmou Pata de Vinha que começou a examinar o lugar. Ele via apenas alguns ninhos de musgos e algumas plantas medicinais em pilhas. Ele passou a pata na nuca, e sentiu uma dor forte. Ele se sentou com bastante esforço, e começou a se lavar.

Havia passado três luas altas, e Pata de Vinha havia sido liberado da toca de Manto de Cinza, e agora ele estava do lado de Pata de Gelo tentando dormir depois de um dia de treinamento. Ele refletiu bastante sobre Garra de Espinheiro, e decidiu que ainda não deveria contar para nenhum gato a traição do gato negro. Ele sabia não ter evidências, e que o clã acreditaria mais no representante do que em um simples aprendiz. E então adormeceu em sono profundo.

domingo, 19 de junho de 2016

Gatos Guerreiros - Enchente Capítulo 4

Pata de Vinha começou a observar o acampamento, sonolento e assustado. Ele havia descoberto por um sonho que Princesa, a gatinha de gente irmã de Estrela de Fogo , era sua mãe. O aprendiz não sabia o que fazer, e decidiu perguntar a única gata que saberia se isso talvez fosse verdade.
Ele correu até a toca dos guerreiros, e viu sua mãe Pele de Salgueiro lá deitada. Depois que todos seus irmãos já tinham virado aprendizes, a gata voltou a ser uma guerreira. Ele hesitou, afinal não sabia como perguntar a respeito disso para ela.
Ele entrou na toca e a cutucou. No mesmo momento, as orelhas de Pele de Salgueiro ficaram eretas e ela despertou e se sentou no ninho.
- Pata de Vinha? Que foi filho? - a gata bocejou para ele.
- Pele de Salgueiro..... Você não é minha mãe de verdade não é? - ele miou, as palavras cuspidas uma por uma.
A gata o fitou por um longo tempo, com um semblante indecifrável no rosto.
- Sim, não sou. - Ela miou finalmente e começou a lamber a pata. A gata parecia extremamente calma, refletiu Pata de Vinha. Talvez ela soubesse que alguma hora eu iria descobrir.
Ele lembro então dos detalhes do sonho, e raciocinou.
- Princesa me mostrou uma marca na pata, a qual eu também tinha. - miou para si mesmo- Deve ser um sinal de nascença, então......- Pata de Vinha chegou a uma conclusão objetiva nessa reflexão.
- Cauda de Nuvem! Cauda de Nuvem! - ele foi ao ninho do gato branco e o chamou.
- Ah? Pata de Vinha? O que pensa que está fazendo?- resmungou sonolento o gato.
Pata de Vinha não perdeu tempo e levantou a pata de Cauda de Nuvem e a observou. Ele também tinha a marca na almofadinha! O aprendiz se sentiu tonto por um momento com as descobertas, e a certeza de Princesa ser sua mãe.




- Pata de Vinha, onde é o melhor lugar para procurar camundongos aqui? - miou Estrela de Fogo para o aprendiz. Estavam no vale de treinamento, e o aprendiz respondeu de pronto:
- Nas árvores, entre as raízes! - Miou o aprendiz. Haviam dois dias desde que o gatinho malhado descobriu que sua suspeita sobre suas raízes de gatinho de gente, e ele tinha deixado o assunto de lado, ou tentado. Ele desviou sua atenção de volta para o treinamento e percebeu uma coisa.
- Estrela de Fogo... - começou Pata de Vinha.
- O que foi Pata de Vinha? - o líder estava concentrado em um pica-pau nos galhos de uma árvore.
- Sinto cheiro de gatos estranhos......
- De que clã? - o líder perguntou começando a cheirar o ar e a parecer preocupado.
- Do clã das sombras, e parecem ser muitos! - choramingou o aprendiz assustado.
O líder deve ter sentido também o cheiro, porque pediu para o aprendiz sair correndo o mais rápido para o acampamento e disparou em direção a este. Quando os dois gatos chegaram ao acampamento, ele fervilhava em uma batalha feroz com gatos do clã das sombras e gatos do clã do trovão se arranhando.
Os dois gatos pularam no meio da batalha, e o aprendiz sentia a raiva marterlar em suas veias. Não importava agora se ele tinha sangue de guerreiro ou de gatinho de gente. Ele iria proteger seu clã dos terríveis gatos que o atacavam!

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Gatos Guerreiros - Enchente Capítulo . 3

Capítulo 3

Pata de Vinha observava o acampamento . Ele estava totalmente ciente do olhar de ódio de Garra de Espinheiro . Havia três dias desde que ele vira o novo representante matar Pelo de Mancha, o antigo representante do clã . Na época ele saíra correndo assim que viu o gato preto matar o antigo representante . Ele não sabia se o gato negro o tinha visto, mas acreditava que sim pelos olhares de ódio mal escondido que ele dava de vez em quando a Pata de Vinha . Depois do assassinato, o gato preto tinha voltado ao acampamento com um cheiro de carniça, dizendo que tinham sido atacados por um renegado, mas que Pelo de Mancha não havia sobrevivido. O aprendiz sabia muito bem que era mentira, afinal havia visto o gato matando, e não sendo atacado.
- Olá Pata de Vinha. - o aprendiz se virou e viu Estrela de Fogo - Hoje irei visitar minha irmã Princesa, se quiser você pode ir também.
- Está bem, quando você vai? - Pata de Vinha não sabia o porque, mas algo ali o fazia querer ir junto com seu mentor.
- Agora mesmo. Sirva-se e depois me encontre no toco de árvore - o gatão apontou para o aprendiz a pilha de presas frescas.
Pata de Vinha comeu um camundongo e depois acompanhou seu líder até os ninhos dos duas pernas. Haviam bastante presas naquele dia, e antes de chegarem ao ninho, Estrela de Fogo parou e deixou que caçassem para si. Depois o gato alaranjado pulou numa cerca branca e chamou:
- Princesa!
Algum tempo depois, uma delicada gatinha malhada saiu por uma portinha pequena do ninho.
- Estrela de Fogo! - a gata pulou na cerca e deu uma lambida no irmão - Que saudades!
- Trouxe meu novo aprendiz, Pata de Vinha, olhe para baixo.
A gata olhou por baixo e viu Pata de Vinha, e ele também a viu no mesmo momento. Ela parecia muito, muito familiar sentiu o aprendiz castanho. Ele fitou os olhos da gata que eram verdes como os dele, e sabia que ela também sentia isso.
- Olá...... - miou o aprendiz.
- O-Oi - a gata estava perplexa.  Estrela de Fogo percebeu o hesitar dos dois e os observou.
- Princesa, vim aqui pra te fazer uma visita, mas temos de ir para caçar para o clã. - miou Estrela de Fogo.
- Está bem Estrela de Fogo, cuide-se e peça pra Cauda de Nuvem se cuidar também! - a gata parecia ter desviado sua atenção para o irmão, mas Pata de Vinha sabia que ela estava o fitando internamente, e ele também fazia o mesmo. Quando já estavam dentro da floresta caçando, Pata de Vinha perguntou:
- Estrela de Fogo, tem certeza de que já não me mostrou Princesa?
- Sim, é a primeira vez desde sua cerimônia. - uivou confuso o gato alaranjado.
Pata de Vinha sabia que já tinha visto a gata. Algo em sua memória o fazia crer nisso. Quando chegaram no acampamento, era noite e Estrela de Fogo deixou que Pata de Vinha levasse as presas para a pilha e depois dormisse. O gato castanho estava tão cansado da jornada que fez exatamente o que sue mentor disse. E depois no seu ninho, ele caiu em sonho profundo.
Ele estava em um lugar desconhecido, um ninho dos Duas Pernas. Ele entrou em pânico, mas a presença de algo ali que ele sentia o fez ficar quieto. Ele olhou para os lados e viu seus irmãos e irmãs enroscadinhos no ninho. Ele olhou para cima e viu uma gata malhada. Ele sentiu seus bigodes estremecerem ao relembrar a gata que ele vira junto de Estrela de Fogo, eram as mesmas gatas!
A gata o fitou, e então levantou a pata direita, e na almofadinha da pata , Pata de Vinha viu uma marca e então ele olhou para a sua pata direita, e ele viu o mesmo sinal. Com um sobre-salto, Pata de Vinha acordou. Ele não sabia o que acabara de ver e o que sentira. Então ele pensou.
Aquela gata malhada era sua... mãe?


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Gatos Guerreiros - Enchente Capítulo 2

Capítulo 2

Pata de Vinha acordou com relutância . Ele estava bastante cansado, afinal , durante esses 3 nasceres de sol desde que teve a cerimônia de nomeação estava se esforçando bastante para aprender todas as técnicas, e mesmo sendo apenas três dias de treinamento, suas energias pareciam ser drenadas a cada momento.
Ele se levantou e olhou Pata de Gelo, que ainda dormia em um sono profundo . Se rastejando para fora da toca, ele se pôs para observar a clareira vazia . No mesmo momento, ele viu Estrela de Fogo vindo caminhando na sua direção.
- Olá Pata de Vinha - miou gentilmente o gato alaranjado - Pronto para sua primeira avaliação e também a de Pata de Gelo?
- Mas já? - uivou impressionado - Mas nosso treinamento só começou a três nasceres!
- Sim, sei disso - admitiu o gato - mas acredito que irão se sair bem, vocês são ótimos aprendizes. Vi que você se esforça bastante para aprender .
Os olhos de Pata de Vinha brilharam com o elogio - Agora chame Pata de Gelo, e fale que deve encontrar eu e Listra Cinzenta no sol alto no toco de árvore.
Correndo para a toca, ele acordou seu amigo o cutucando, que se espreguiçou e reclamou:
- Já ta na hora da patrulha? Pata de Vinha o que foi? - Pata de Gelo deixou escapar um longo bocejo .
- Hoje vai ser nossa primeira avaliação! Estrela de Fogo me mandou te chamar para irmos ao toco de árvore ao sol alto para ele explicar a avaliação! - miou empolgado Pata de Vinha .
- Mas só faz 3 pores do sol que somos aprendizes! - reclamou Pata de Gelo
- Também pensei nisso, mas ele disse que somos ótimos aprendizes e teremos ótimos resultados! - destacou Pata de Vinha .
Os dois se levantaram e trocaram lambidas até o sol estar quase a pino, e saíram para se encontrar com seus mentores Estrela de Fogo e Listra Cinzenta .
- Vou explicar a avaliação - miou Listra Cinzenta - vocês terão de caçar o máximo possível de presas, tomem cuidado porquê estaremos de olho em vocês e suas técnicas, e vocês deverão estar de volta ao...........
Pata de Vinha nem estava prestando atenção no discurso do gatão cinza. Ele estava observando Garra de Espinheiro. O gato preto estava saindo por um canto do muro de proteção do acampamento, o aprendiz sabia que ali era o melhor lugar para sair sem ser percebido, e o gato parecia tentar ser despercebido.
-Okay, encontramos vocês aqui quando a lua estiver cheia está bem? - miou Estrela de Fogo, despertando Pata de Vinha de seus pensamentos . Os dois mentores saíram pelo lado direito de onde os aprendizes estavam.
- Acho melhor nós separarmos para podermos se testar! - aconselhou Pata de Vinha, mas na verdade com outro propósito . Ele queria saber para onde ia Garra de Espinheiro.
- Está bem . Vou até as Rochas Ensolaradas . - miou Pata de Gelo . Pata de Vinha não tinha a menor ideia para onde iria, ele queria era seguir Garra de Espinheiro . Pata de Vinha já ia pedir uma sugestão para Pata de Gelo para onde ir, mas o gato branco já havia saído para caçar .
Pata de Vinha correu até onde vira Garra de Espinheiro sair, e conseguiu sentir seu cheiro e rastrear sua trila facilmente , e seguiu a trilha até avistar ele com outro gato. Pelo de Mancha, o representante . O que eles estavam fazendo ali?
Eles dois estavam conversando sobre coisas do clã, e Pata de Vinha percebeu que nada tinha ali de anormal, e se virou para ir embora. No mesmo momento, ele ouviu um grito vindo da onde os gatos estavam conversando, alarmado Pata de Vinha deu um pulo e olhou pelos arbustos. Garra de Espinheiro estava do lado do corpo de Pelo de Mancha , olhando o com certa satisfação. Horrorizado, observou o corpo de Pelo de Mancha e viu apenas um machucado em sua garganta, mas ele percebeu outra coisa.
 Pata de Vinha percebeu também, mais horrorizado ainda , que as patas dianteiras de Garra de Espinheiro estavam manchadas de sangue fresco .
Ps: Esse desenho é meu, não peguem sem permissão



Continua.................

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Gatos Guerreiros - Enchente Capítulo 1

Capítulo .1

Filhote de Vinha abriu seus olhos ao sentir uma brisa. Observou ao redor. Estava no meio da clareira de ervas. Como havia parado ali ele pensava, até que viu um felino andando em sua direção.
Sabia que era uma fêmea pelo odor, era uma bonita gatinha malhada. Ele sentiu um estranho prazer ao vê-lá, mas ela desapareceu enquanto o sonho se desfazia e ele começava a sentir uma pata gentilmente o cutucando nas costas.
Ele resmungou um bocejo, e a pequena pata que lhe cutucava cutucou de novo. Com relutância, abriu os olhos e viu um pequeno gato malhado de branco e cinza lhe cutucando.
- Olá Filhote de Vinha! Você lembra que dia é hoje né? - miou empolgado o gato malhado.
Filhote de Vinha, com um largo bocejo, fitou Filhote de Gelo, e então arregalou os olhos e pulou do ninho feito de musgo no mesmo momento.
- Claro que sei ! Hoje nós iremos virar aprendizes! - miou Filhote de Vinha com os olhos brilhando de empolgação.
Filhote de Gelo permanecia aparentemente calmo, embora seus olhos denunciassem que estava tão empolgado quanto Filhote de Vinha. Os dois saíram correndo do berçário assim que sua mãe Pele de Salgueiro terminou de penteá-los. 
- Ai estão os mais novos aprendizes! Estão prontos para receberem suas responsabilidades? - miou um gato alaranjado vindo de sua toca perto da Pedra Grande.
- Olá Estrela de Fogo! Claro que sim! - falaram os dois gatinhos juntos
- Pois bem, me sigam porquê a cerimônia vai acontecer agorinha! - então destacou gentilmente o líder- É bom estarem prontos!
Os dois seguiram aos tropeços o líder até a Pedra Grande, e então o líder pronunciou a convocação habitual:
- Todos os gatos com idade suficiente para caçar a própria presa compareçam a uma reunião do clã, aqui sob a Pedra Grande.- uivou o líder -
- Listra Cinzenta - E piscou os olhos para seu amigo - Você está pronto para se tornar mentor de novo, afinal já faz luas que seu primeiro aprendiz, Pelo de Musgo Renda se tornou guerreiro. -  O líder pousou rapidamente os olhos de Pelo de Musgo Renda que brilhavam de orgulho, provavelmente ao ver o antigo mentor ter outro aprendiz. - Você sera o mentor de Pata de Gelo. - o gato em tons de branco estava empolgado ao fitar o mentor - Confio em você para passar tudo o que sabe a este aprendiz. - O líder lambeu respeitosamente o ombro de Pata de Gelo, o qual retribuiu o gesto, e saiu correndo para trocar toques de nariz com seu novo mentor-
-Eu, Estrela de Fogo, estou pronto para receber outro aprendiz agora que Pelo de Amora Doce é um guerreiro. Eu vou treinar Pata de Vinha . - Pata de Vinha sentiu seus bigodes estremecerem de emoção quando trocou toques com seu novo mentor.
Os mais novos mentores escoltaram seus aprendizes até a toca dos aprendizes quando as festinhas que seus amigos davam a eles acabaram, e pediram para que descansassem porquê no nascer do sol teriam muita coisa a fazer.
Pata de Gelo estava realmente cansado isso dava para perceber - Boa noite - bocejou o gato-
Pata de Vinha estava observando um gato que via no outro lado da clareira. Garra de Espinheiro. Ele não sabia porquê, mas estava sentindo um arrepio nos pelos ao observar. O gato preto também o observava, mas sem nada revelar no olhar.
- Boa noite- respondeu Pata de Vinha e então se deitou no ninho ao lado de Pata de Gelo.
Ele sentiu um comichão de prazer e de orgulho, ao pensar que agora, ele estava dormindo na parte dos aprendizes.





 E bem, esse é o capítulo 1! Espero que tenham gostado :3

terça-feira, 7 de junho de 2016

GATOS GUERREIROS: ENCHENTE - PRÓLOGO

Prólogo

O filhote castanho sentia frio, mesmo enrolado no centro dos corpos de seus irmãos, ainda adormecidos, e envolto na fofa cauda de sua mãe. Ela logo percebeu que ele estava com frio e o lambeu na testa para confortá-lo.A gata se assustou quando seus duas pernas passaram correndo por ela e fechando as janelas no caminho.
Lá fora estava havendo um temporal, e água da tempestade começava a entrar na casa, deixando ao mesmo tempo um ar frio entrar também. O pelo da gata se encrespou com o vento frio que veio da porta aberta, de onde também entrava água. Ela se levantou, e foi examinar.
O filhote castanho começou a chorar de frio e também porque um fio de água gelada havia encostado em seu pelo ainda curto e ralo, fazendo o chorar ainda mais alto .A gata e seus duas pernas começaram a se assustar, pois a água começava a entrar bastante dentro da casa, a ponto de quase inundar o cesto onde os gatinhos estavam. Ela se afastou para olhar mais de perto a porta abrindo revelando litros de água, e se esqueceu de vigiar seus filhotes em meio a curiosidade.
Quando a gata percebeu a água nos filhotes, era tarde demais, a água começava a levar eles e o cesto também. Ela correu tentando pegá-los, e conseguiu. Ela percebeu algo. Onde estava o filhote castanho? A gata malhada observou em volta em pânico, procurando pelo gatinho.
Um pouco longe dali, o filhote estava sendo levado pela correnteza, e sua última sensação antes de ficar desacordado, foi o do olhar da mãe tentando se aproximar dele para pegá-lo. 



E ai o que acharam? Esse é o prólogo da minha primeira história, espero que tenham gostado! 
 (Está bem pequeno mais ok né)

PRIMEIRA POSTAGEM+PRIMEIRA HISTÓRIA

    Oi Leitores! 
ou qualquer pessoa que estiver lendo isso
Bem, como vocês devem ter percebido esse é meu primeiro blog, minha primeira postagem em um blog! Nesse blog eu vou postar histórias que eu invento, e vou logo falar logo o nome da primeira:          
    GATOS GUERREIROS

  Vai ser um FanMade meu, porque como devem saber só tem os livros principais da série brasileira, mas vou apresentar os personagens:
    
Esse é o Pata de Vinha
( Ele está com coleira vocês vão descobrir porquê)


Este é o Pata de Gelo


Esses são os dois personagens principais :)
Hoje mesmo já vou postar o Prólogo do
GATOS GUERREIROS:
ENCHENTE

Se vocês perceberem algo errado foi mal, também esse é meu primeiro blog :P

Isso é tudo! Bye!